terça-feira, 12 de janeiro de 2010

À tão somente minha "June".



Musa desnivelada de sede vampiresca,
arrisca com tuas palavras despertar-me à saliência de entranhar-me por entre tua veste fresca.
Carne nua, oniricamente molhada, és e minha e tua, nessa deliciosa empreitada.
Em teus sonhos o chuveiro me molha a pele sutilmente, nos meus te tomo, como se a mim estivesse engrandecendo com o líquido que teu corpo derrama, fremente.
E exasperada fico com tuas mínimas palavras que me enervam, me violentam, me fazem ousar em pensamentos, me desesperam...
Quero, anseio, desejo ardentemente um encontro promissor, cumprindo as promessas ditas e promessas guardadas para um momento de torpor.
Entre vinhos, cigarros e boemia, lhe vejo nua, crua, minha!
E ambiciono aquela que institucionalmente a outrem possui, e o ardor da conspurcação me atenta, e meu desejo por ti...
violentamente flui.

3 comentários:

  1. ah, bons tempos aqueles de blog, não disponho mais de inspiração pra escrever, a minha vida anda inútil e chata.
    Mas gostei de ler aqui, você escreve bem ;)

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  2. Concordo com a moça acima. Já desisti do meu blog também,por falta de tempo e inspiração.
    Boa sorte no seu novo passatempo. Talento você já tem.

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